Good morning with Death in Midsummer our Middle of the Week Song taken from Why Hasn’t Everything Already Disappeared? Deerhunter‘s new album. Have a nice day.
Hi with Santiago Córdoba‘s Chacarero. Have a nice afternoon.
Hi and Happy Sunday with the The Sound Defects‘s Take Out.
Good morning with Song From a Dream taken from Anthony Wilson’s album Songs and Photographs. Have a nice weekend.
Good morning with The Twist Connection‘s Sweet Little Diamond our Middle of the Week Song. Have a nice day.
Guilherme Lucas’s 2018’s Concerts.

words: Guilherme Lucas (freely translated by Raquel Pinheiro)
In 2018 I attended 156 concerts. Most of them were good, or very good, some excellent and very few, almost residual, that were bad or indifferent to me. I wrote about almost all of them in my no-future reviews. Here is the top of the ones that mean the most to me. It is a top to my measure and taste, not of a round number, but of all the bands that managed to be a little more (in concert) than the others. Those that did not appear on the list were also important and served mainly to differentiate levels, mostly small ones. To all of them my sincere thanks for being there and for the good times given to me. Special thanks to Woodstock 69 Rock bar, Mondo Bizarre Magazine, Portuguese Distortion and Lovers & Lollypops.
PLATINUM TOP – Best Concert
Homem em Catarse – Woodstock 69
GOLD TOP
1 – Johnny Hooker – Milhões de Festa
2 – Svederna Garde – Woodstock 69
3 – Bone Zeno – Barracuda – Clube de Roque
4 – MOOON – Woodstock 69
5 – Religião & Moral – Barracuda
SILVER TOP – all following concerts have no degree of classificatory importance, listed in a timeline order.
– Hellcharge – CAVE 45
– Era uma vez um tímpano – Woodstock 69
– Scott Kelly/John Judkins – Understage – Rivoli
– O Bom, o Mau e o Azevedo – Barracuda
– Fuzzil – Woodstock 69
– Sunflowers – Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural
– METZ – Hard Club
– Summer of Hate – Woodstock 69
– dreamweapon – Woodstock 69
– Nu No (Nuno Marques Pinto) – Cantinho da Teresinha
– PÉ ROTO – Woodstock 69
– Sekhmet – Antireligious BM – Metalpoint
– Official: Lydia Lunch – Galeria Municipal do Porto
– Fur Dixon – Barracuda
– The Cavemen (NZ) – Barracuda
– Greengo – Woodstock 69
– Sereias – Milhões de Festa
– Warmduscher – Milhões de Festa
– Vaiapraia – Milhões de Festa
– Bite The Bullet – Woodstock 69
– Eskizofrénicos – Barracuda
– Okoyome – Woodstock 69
– Marky Ramone – Hard Club
– Terebentina – Woodstock 69
– Harutaka Mochizuki/ Tomoyuki Aoki – Praça Alegria Futebol Clube
– Cavalheiro – Casa da Música
– The Saxophones – Hard Club
– Little Friend – Passos Manuel
– A Burial At Sea– Woodstock 69
– Andy Burns – CASA DO LIVRO
– It Was the Elf – Woodstock 69

texto: Guilherme Lucas
Neste ano de 2018 – que termina hoje – assisti a 156 concertos ao vivo. Na sua esmagadora maioria estes foram bons, ou muito bons, havendo uns poucos excelentes e uns muito poucos, quase que residuais, que foram maus ou que me foram indiferentes. Sobre quase todos eles escrevi nas minhas reviews sem futuro. Deixo aqui o meu top dos melhores de todos, daqueles que mais significaram para mim. É um top à minha medida e ao meu gosto e também não é um top de número redondo mas sim de todas as bandas que conseguiram ser um pouco mais (em concerto), do que as outras. As que não aparecem na lista também foram importantes e serviram sobretudo para conseguir diferenciar níveis, na maioria das vezes muito pequenos. A todas elas o meu agradecimento sincero por existirem e pelos bons momentos que me proporcionaram. Um especial agradecimento ao Woodstock 69 Rock bar, Mondo Bizarre Magazine, Portuguese Distortion e Lovers & Lollypops.
TOP PLATINA – Melhor concerto do ano
Homem em Catarse – Woodstock 69
TOP OURO
1 – Johnny Hooker – Milhões de Festa
2 – Svederna Garde – Woodstock 69
3 – Bone Zeno – Barracuda – Clube de Roque
4 – MOOON – Woodstock 69
5 – Religião & Moral – Barracuda
TOP PRATA – todos os concertos seguem sem grau de importância classificativa, seguindo numa ordem de linha do tempo.
– Hellcharge – CAVE 45
– Era uma vez um tímpano – Woodstock 69
– Scott Kelly/John Judkins – Understage – Rivoli
– O Bom, o Mau e o Azevedo – Barracuda
– Fuzzil – Woodstock 69
– Sunflowers – Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural
– METZ – Hard Club
– Summer of Hate – Woodstock 69
– dreamweapon – Woodstock 69
– Nu No (Nuno Marques Pinto) – Cantinho da Teresinha
– PÉ ROTO – Woodstock 69
– Sekhmet – Antireligious BM – Metalpoint
– Official: Lydia Lunch – Galeria Municipal do Porto
– Fur Dixon – Barracuda
– The Cavemen (NZ) – Barracuda
– Greengo – Woodstock 69
– Sereias – Milhões de Festa
– Warmduscher – Milhões de Festa
– Vaiapraia – Milhões de Festa
– Bite The Bullet – Woodstock 69
– Eskizofrénicos – Barracuda
– Okoyome – Woodstock 69
– Marky Ramone – Hard Club
– Terebentina – Woodstock 69
– Harutaka Mochizuki/ Tomoyuki Aoki – Praça Alegria Futebol Clube
– Cavalheiro – Casa da Música
– The Saxophones – Hard Club
– Little Friend – Passos Manuel
– A Burial At Sea– Woodstock 69
– Andy Burns – CASA DO LIVRO
– It Was the Elf – Woodstock 69

Hi and good afternoon with Great Lake Swimmers‘ Gonna Make It Through This Year. A Happy New Year to you all.
Hi and Happy Sunday with Camera Obscura‘s Happy New Year.
Ghost Hunt, Café-Casa da Música, Porto, 26.12.2018

words: Guilherme Lucas (freely translated by Raquel Pinheiro); photos Guilherme Lucas
Coimbra’s duo Ghost Hunt played last Wednesday at Café Casa da Música, Porto. The electronic music group are Pedro Oliveira keyboards and programming) and Pedro Chau (bass, vocals – already well-known within the Portuguese music scene for his career between no longer existing Tédio Boys and 77, currently in The Parkinsons and Subway Riders).
The most relevant thing to say about Ghost Hunt’s concert is that they are a serious band, very professional in the way they play music. They’re very good within their genre. Live, they so it all in a very cohesive and enlightened way. There is a well-thought-out and fluid project, straightforward, where themes roll in a logical and natural fashion, providing a show without less interesting or dead moments for those who see them live. I want to believe that in a one hour show they managed to large the audience that attended the concert – Café Casa da Música’s ample space was nearly full. The applause at the end of each theme proved such delight.
Broadly speaking Ghost Hunt play fresh, current electronic music, but there is an aspect or a way of playing it that derives from a past rock’n’roll culture. Perhaps it is that factor that makes it so organic and “human”. But it is not just that detail that helps such perception. The duo manages to make a very clever mix of stylistic genres ranging from krautrock to space-rock, to synth-pop-rock to darkwave, new-wave and post-punk. In Ghost Hunt’s music can be heard sonorities suggested by Kraftwerk or Tangerine Dream, but also Gary Numan, Orchestral Maneuvers in the Dark or New Order, the list being very long and diverse, as it results from a mixture of decades – and different bands and artists – that contribute as references to duo ‘s sound. This to also mention that is in their music, which is essentially very melodic and captivatingly pop with some experimentation, although very objective, punctual and short length. I will say the group’s themes share a great intimate ambient beauty, mixed with blinding sidereal explosions, with vertiginous psychedelic speeds through space, at times cold and mechanical, at times hot and melodically grandiose. There is a dark and obscure side to their themes as well as melancholic beauty that elevates towards something hopeful and liberating.
As a conclusion I will say that Ghost Hunt are a very interesting band quite of being carefully listened to. This project ennobles the current Portuguese music scene. They are one of those bands that make us proud, regardless of our liking or disliking of electronic music and so.

texto e fotos: Guilherme Lucas
O duo coimbrense Ghost Hunt atuou, na passada quarta-feira, no espaço do Café Casa da Música, no Porto. Este grupo de música eletrónica é composto por Pedro Oliveira, na parte dos teclados e programações, e Pedro Chau no baixo e vocalizações (este último já é por demais conhecido dentro do panorama musical nacional, devido à sua carreira musical, repartida entre os extintos Tédio Boys e 77 e presentemente nos The Parkinsons e nos Subway Riders).
O que há a dizer de mais relevante deste seu concerto é que os Ghost Hunt são uma banda feita, séria, muito profissional na entrega à interpretação da sua música, sendo muito bons dentro da sua tipologia musical. Demonstraram precisamente tudo isto ao vivo, de uma forma muito coesa e esclarecida. Há um projeto muito bem pensado e fluído, sem espinhas, onde os seus temas sucedem-se de forma lógica e natural, proporcionando um espetáculo sem pontos mortos, ou menos interessantes, para quem assiste a um seu concerto. Em uma hora de espetáculo conseguiram, quero crer, cativar todo o numeroso público que afluiu ao concerto, e que encheu praticamente o amplo espaço do Café Casa da Música. As muitas palmas, nos finais de cada tema, eram prova desse agrado.
Os Ghost Hunt fazem genericamente música eletrónica, fresca e atual, dos nossos dias, mas há uma vertente, ou uma forma de a interpretar que deriva de toda uma cultura rock’n’roll que está no passado. É talvez esse fator que a faz ser tão orgânica e “humana”. Mas não é só esse pormenor que concorre para essa perceção. O duo consegue fazer uma muito acertada e despudorada mistura de géneros estilísticos que vão desde o krautrock ao space-rock, ao synth-pop-rock, à darkwave, new-wave e post-punk. Ouvimos na música dos Ghost Hunt sonoridades que nos sugerem os Kraftwerk ou os Tangerine Dream, mas também Gary Numan, Orchestral Manoeuvres in the Dark ou New Order sendo que a lista é muito extensa e diversa, pois resulta de uma mistura de décadas – e de diferentes bandas e artistas – que contribuem como referências para o som deste duo. Isto para referir também que se encontra na sua música, que essencialmente é muito melódica e cativantemente pop, alguma experimentação, embora de forma muito objetiva, pontual e de curta duração. Direi que os temas do grupo comungam de uma enorme beleza ambiental, intimista, misturada com fulminantes explosões siderais, de velocidades psicadélicas vertiginosas pelo Espaço, ora gélidas e maquinais, ora quentes e melodicamente grandiosas. Há um lado negro e obscuro nos seus temas mas também uma beleza melancólica que nos eleva para algo esperançoso e libertador.
Direi, em jeito de conclusão, que estes Ghost Hunt são uma banda deveras interessante e muito merecedores de uma escuta atenta. Engrandecem, com este seu projeto, o atual panorama musical nacional. De tal forma, que são daquelas que nos dão orgulho, mesmo que se goste, ou não, de música eletrónica e afins.
essante e muito merecedores de uma escuta atenta. Engrandecem, com este seu projeto, o atual panorama musical nacional. De tal forma, que são daquelas que nos dão orgulho, mesmo que se goste, ou não, de música eletrónica e afins.

Good morning with Jason Lytle‘s Color of Dirt, our Middle of The Week Song.
