Guilherme Lucas’s 2018’s Concerts.

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Homem Em Catarse @ Woodstock 69 (c) Guilherme Lucas

words: Guilherme Lucas (freely translated by Raquel Pinheiro)
In 2018 I attended 156 concerts. Most of them were good, or very good, some excellent and very few, almost residual, that were bad or indifferent to me. I wrote about almost all of them in my no-future reviews. Here is the top of the ones that mean the most to me. It is a top to my measure and taste, not of a round number, but of all the bands that managed to be a little more (in concert) than the others. Those that did not appear on the list were also important and served mainly to differentiate levels, mostly small ones. To all of them my sincere thanks for being there and for the good times given to me. Special thanks to Woodstock 69 Rock bar, Mondo Bizarre Magazine, Portuguese Distortion and Lovers & Lollypops.
PLATINUM TOP – Best Concert
Homem em Catarse – Woodstock 69

GOLD TOP
1 – Johnny Hooker – Milhões de Festa
2 – Svederna Garde – Woodstock 69
3 – Bone Zeno – Barracuda – Clube de Roque
4 – MOOON – Woodstock 69
5 – Religião & Moral – Barracuda

SILVER TOP – all following concerts have no degree of classificatory importance, listed in a timeline order.
– Hellcharge – CAVE 45
– Era uma vez um tímpano – Woodstock 69
– Scott Kelly/John Judkins – Understage – Rivoli
– O Bom, o Mau e o Azevedo – Barracuda
– Fuzzil – Woodstock 69
– Sunflowers – Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural
– METZ – Hard Club
– Summer of Hate – Woodstock 69
– dreamweapon – Woodstock 69
– Nu No (Nuno Marques Pinto) – Cantinho da Teresinha
– PÉ ROTO – Woodstock 69
– Sekhmet – Antireligious BM – Metalpoint
– Official: Lydia Lunch – Galeria Municipal do Porto
– Fur Dixon – Barracuda
– The Cavemen (NZ) – Barracuda
– Greengo – Woodstock 69
– Sereias – Milhões de Festa
– Warmduscher – Milhões de Festa
– Vaiapraia – Milhões de Festa
– Bite The Bullet – Woodstock 69
– Eskizofrénicos – Barracuda
– Okoyome – Woodstock 69
– Marky Ramone – Hard Club
– Terebentina – Woodstock 69
– Harutaka Mochizuki/ Tomoyuki Aoki – Praça Alegria Futebol Clube
– Cavalheiro – Casa da Música
– The Saxophones – Hard Club
– Little Friend – Passos Manuel
– A Burial At Sea– Woodstock 69
– Andy Burns – CASA DO LIVRO
– It Was the Elf – Woodstock 69

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Johnny Hooker @ Milhões de Festa 2018 (C) Rafael Farias

texto: Guilherme Lucas

Neste ano de 2018 – que termina hoje – assisti a 156 concertos ao vivo. Na sua esmagadora maioria estes foram bons, ou muito bons, havendo uns poucos excelentes e uns muito poucos, quase que residuais, que foram maus ou que me foram indiferentes. Sobre quase todos eles escrevi nas minhas reviews sem futuro. Deixo aqui o meu top dos melhores de todos, daqueles que mais significaram para mim. É um top à minha medida e ao meu gosto e também não é um top de número redondo mas sim de todas as bandas que conseguiram ser um pouco mais (em concerto), do que as outras. As que não aparecem na lista também foram importantes e serviram sobretudo para conseguir diferenciar níveis, na maioria das vezes muito pequenos. A todas elas o meu agradecimento sincero por existirem e pelos bons momentos que me proporcionaram. Um especial agradecimento ao Woodstock 69 Rock bar, Mondo Bizarre Magazine, Portuguese Distortion e Lovers & Lollypops.

TOP PLATINA – Melhor concerto do ano
Homem em Catarse – Woodstock 69

TOP OURO
1 – Johnny Hooker – Milhões de Festa
2 – Svederna Garde – Woodstock 69
3 – Bone Zeno – Barracuda – Clube de Roque
4 – MOOON – Woodstock 69
5 – Religião & Moral – Barracuda

TOP PRATA – todos os concertos seguem sem grau de importância classificativa, seguindo numa ordem de linha do tempo.
– Hellcharge – CAVE 45
– Era uma vez um tímpano – Woodstock 69
– Scott Kelly/John Judkins – Understage – Rivoli
– O Bom, o Mau e o Azevedo – Barracuda
– Fuzzil – Woodstock 69
– Sunflowers – Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural
– METZ – Hard Club
– Summer of Hate – Woodstock 69
– dreamweapon – Woodstock 69
– Nu No (Nuno Marques Pinto) – Cantinho da Teresinha
– PÉ ROTO – Woodstock 69
– Sekhmet – Antireligious BM – Metalpoint
– Official: Lydia Lunch – Galeria Municipal do Porto
– Fur Dixon – Barracuda
– The Cavemen (NZ) – Barracuda
– Greengo – Woodstock 69
– Sereias – Milhões de Festa
– Warmduscher – Milhões de Festa
– Vaiapraia – Milhões de Festa
– Bite The Bullet – Woodstock 69
– Eskizofrénicos – Barracuda
– Okoyome – Woodstock 69
– Marky Ramone – Hard Club
– Terebentina – Woodstock 69
– Harutaka Mochizuki/ Tomoyuki Aoki – Praça Alegria Futebol Clube
– Cavalheiro – Casa da Música
– The Saxophones – Hard Club
– Little Friend – Passos Manuel
– A Burial At Sea– Woodstock 69
– Andy Burns – CASA DO LIVRO
– It Was the Elf – Woodstock 69

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Bone Zero @ Barracuda (c) Guilherme Lucas

Ghost Hunt, Café-Casa da Música, Porto, 26.12.2018

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words: Guilherme Lucas (freely translated by Raquel Pinheiro); photos Guilherme Lucas

Coimbra’s duo Ghost Hunt played last Wednesday at Café Casa da Música, Porto. The electronic music group are Pedro Oliveira keyboards and programming) and Pedro Chau (bass, vocals – already well-known within the Portuguese music scene for his career between no longer existing Tédio Boys and 77, currently in The Parkinsons and Subway Riders).
The most relevant thing to say about Ghost Hunt’s concert is that they are a serious band, very professional in the way they play music. They’re very good within their genre. Live, they so it all in a very cohesive and enlightened way. There is a well-thought-out and fluid project, straightforward, where themes roll in a logical and natural fashion, providing a show without less interesting or dead moments for those who see them live. I want to believe that in a one hour show they managed to large the audience that attended the concert – Café Casa da Música’s ample space was nearly full. The applause at the end of each theme proved such delight.
Broadly speaking Ghost Hunt play fresh, current electronic music, but there is an aspect or a way of playing it that derives from a past rock’n’roll culture. Perhaps it is that factor that makes it so organic and “human”. But it is not just that detail that helps such perception. The duo manages to make a very clever mix of stylistic genres ranging from krautrock to space-rock, to synth-pop-rock to darkwave, new-wave and post-punk. In Ghost Hunt’s music can be heard sonorities suggested by Kraftwerk or Tangerine Dream, but also Gary Numan, Orchestral Maneuvers in the Dark or New Order, the list being very long and diverse, as it results from a mixture of decades – and different bands and artists – that contribute as references to duo ‘s sound. This to also mention that is in their music, which is essentially very melodic and captivatingly pop with some experimentation, although very objective, punctual and short length. I will say the group’s themes share a great intimate ambient beauty, mixed with blinding sidereal explosions, with vertiginous psychedelic speeds through space, at times cold and mechanical, at times hot and melodically grandiose. There is a dark and obscure side to their themes as well as melancholic beauty that elevates towards something hopeful and liberating.
As a conclusion I will say that Ghost Hunt are a very interesting band quite of being carefully listened to. This project ennobles the current Portuguese music scene. They are one of those bands that make us proud, regardless of our liking or disliking of electronic music and so.

 

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texto e fotos: Guilherme Lucas

O duo coimbrense Ghost Hunt atuou, na passada quarta-feira, no espaço do Café Casa da Música, no Porto. Este grupo de música eletrónica é composto por Pedro Oliveira, na parte dos teclados e programações, e Pedro Chau no baixo e vocalizações (este último já é por demais conhecido dentro do panorama musical nacional, devido à sua carreira musical, repartida entre os extintos Tédio Boys e 77 e presentemente nos The Parkinsons e nos Subway Riders).
O que há a dizer de mais relevante deste seu concerto é que os Ghost Hunt são uma banda feita, séria, muito profissional na entrega à interpretação da sua música, sendo muito bons dentro da sua tipologia musical. Demonstraram precisamente tudo isto ao vivo, de uma forma muito coesa e esclarecida. Há um projeto muito bem pensado e fluído, sem espinhas, onde os seus temas sucedem-se de forma lógica e natural, proporcionando um espetáculo sem pontos mortos, ou menos interessantes, para quem assiste a um seu concerto. Em uma hora de espetáculo conseguiram, quero crer, cativar todo o numeroso público que afluiu ao concerto, e que encheu praticamente o amplo espaço do Café Casa da Música. As muitas palmas, nos finais de cada tema, eram prova desse agrado.
Os Ghost Hunt fazem genericamente música eletrónica, fresca e atual, dos nossos dias, mas há uma vertente, ou uma forma de a interpretar que deriva de toda uma cultura rock’n’roll que está no passado. É talvez esse fator que a faz ser tão orgânica e “humana”. Mas não é só esse pormenor que concorre para essa perceção. O duo consegue fazer uma muito acertada e despudorada mistura de géneros estilísticos que vão desde o krautrock ao space-rock, ao synth-pop-rock, à darkwave, new-wave e post-punk. Ouvimos na música dos Ghost Hunt sonoridades que nos sugerem os Kraftwerk ou os Tangerine Dream, mas também Gary Numan, Orchestral Manoeuvres in the Dark ou New Order sendo que a lista é muito extensa e diversa, pois resulta de uma mistura de décadas – e de diferentes bandas e artistas – que contribuem como referências para o som deste duo. Isto para referir também que se encontra na sua música, que essencialmente é muito melódica e cativantemente pop, alguma experimentação, embora de forma muito objetiva, pontual e de curta duração. Direi que os temas do grupo comungam de uma enorme beleza ambiental, intimista, misturada com fulminantes explosões siderais, de velocidades psicadélicas vertiginosas pelo Espaço, ora gélidas e maquinais, ora quentes e melodicamente grandiosas. Há um lado negro e obscuro nos seus temas mas também uma beleza melancólica que nos eleva para algo esperançoso e libertador.
Direi, em jeito de conclusão, que estes Ghost Hunt são uma banda deveras interessante e muito merecedores de uma escuta atenta. Engrandecem, com este seu projeto, o atual panorama musical nacional. De tal forma, que são daquelas que nos dão orgulho, mesmo que se goste, ou não, de música eletrónica e afins.

essante e muito merecedores de uma escuta atenta. Engrandecem, com este seu projeto, o atual panorama musical nacional. De tal forma, que são daquelas que nos dão orgulho, mesmo que se goste, ou não, de música eletrónica e afins.

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Baleia, Baleia, Baleia, Woodstock 69, Porto, 21.12.2018.

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words: Guilherme Lucas (freely translated by Raquel Pinheiro); photos Guilherme Lucas

Porto’s duo Baleia, Baleia, Baleia played at Woodstock 69 on Friday night. Baleia are a relatively new band in the Portuguese music scene. They come to be in 2015, but only in 2016 did the project had a defined shape. So far, they have two albums on their resume (Botaperna, July 2017 (a live recording), and Baleia, Baleia, Baleia, March 2018). It has been several months since they’ve been their latest album. This show, within Tour das Rabanadas (French Toast Tour) comprising seven gigs during Christmas and end of the year, was part of that goal.

Baleia, Baleia, Baleia are a somehow particular band within our current musical landscape that a lot of interest from several sides of specialized music review as well as from the general public. Simplifying, they’re hype. What makes them so?

Looking closely at their repertoire it seems clear to me that it all derives a lot from a very intelligent fusion with a sense of humo of a whole inheritance/tradition of singing and writing similar to some of the biggest Portuguese pop-rock acts of the last decades, backed by a very powerful (and addictive) varied instrumental within Anglo-Saxon pop-rock-metal.

Many of the vocals and choruses with which vocalist/bassist Manuel Molarinho expresses himself, among others, clear suggest references Heróis do Mar or Ana Deus, Reporter Estrábico or even the more recent Vaiapraia. His lyrics also have a very well structured analysis of daily life viewed form an adolescent anguish perspective. A simple, deep and accurate writing, within a programmatic construction of reality, at times surrealistic and pamphletary. Never disconnected from the main goal:  pass to us messages and feelings inspired and universal, just as if we were sweetly bitten by a bee. All in a very direct manner, through a quite crystalline singing so that everyone understands what they are telling us.

Finally, they operate on a melting pot of musical influences, ranging from punk to new-wave, hard-rock to stoner to doom to psychedelic … and the list goes on, but performed in a pop, purposeful with a very unique sound. In that regard, there aren’t too many unnecessary excesses or instrumental reveries; only what is strictly necessary to build good pop songs, heavy sounded, but not enough to classify them as an overtly heavy band. There is also joy, even if acid and at times insane emanating from their themes placing them in a palette of colours sufficiently distant from dark and obscure, or a deeper and more strict underground. In that, they also make a difference.

Live, Manuel Molarinho and Ricardo Cabral (drummer) proved to be excellent musicians. The type who manages to simplify where others only complicate to show vain skills. The duo is very pleasantly surprising in the natural way their live songs sound, but above all by the excellent and very well defined bass lines, which are remarkable. Baleias most famous theme (I Want to be a Screen) is the best example of what I mean: one of the best bass lines I remember listening to in recent years: simply brilliant! But, there is much more.

Baleias are a good live band; they perfectly fulfill what their songs demand, in a very empathetic and friendly way with the audience. I find it hard not to like them, unless one dislikes their repertoire from the start. One realizes that it is a group that has something more than many others; no longer “one more in the pile” even though this is not always possible to be described by words.

The two musicians played all the themes from Baleia, Baleia, Baleia along with a cover of Daniel Catarino’s Adultério na Igreja and a cover of Mão Morta’s Cão de Morte in the middle. It was a good show, with the most well lit and best decorated stage I’ve seen so far at Woodstock 69 and beyond. At the end of the performance desired, and, in my view, well deserved both for audience and band, encore didn’t happen.

In a nutshell: Whales offered an excellent Friday night for those who went to their concert. It was a good and, therefore, advisable!

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texto e fotos: Guilherme Lucas

O dueto portuense Baleia Baleia Baleia apresentou-se ao vivbo no Woodstock 69, na noite da passada sexta-feira. Estes Baleias são uma banda ainda relativamente recente no nosso panorama musical nacional. Formaram-se em 2015, mas só em 2016 é que o projeto ficou definido. Contam, até esta data, com dois álbuns no seu currículo (Botaperna, de Julho de 2017 (um registo ao vivo), e Baleia, Baleia, Baleia, de Março de 2018). Andam por isso, há já alguns meses a divulgar em concerto este seu mais recente trabalho, e este espetáculo fez parte desse objetivo, inserido na Tour das Rabanadas de sete datas nacionais, durante este período natalício e de final do ano.

Os Baleia, Baleia, Baleia são uma banda algo particular dentro do nosso atual panorama musical e que tem gerado bastante interesse por parte de diversos quadrantes de alguma crítica musical especializada, mas também do público em geral. Ou seja, e simplificando, são hype. E então qual o motivo para tal?

Parece-me evidente, ao analisar atentamente o repertório da banda, que todo ele deriva muito pelo facto de que fundem, de forma muito inteligente e com sentido de humor, toda uma herança/tradição de canto e de escrita, que encontra similaridade com alguns nomes maiores do universo pop/rock português das últimas décadas, apoiado por um instrumental muito poderoso (e viciante), musicalmente variado dentro de tipologias pop/rock/metal anglo-saxónicas.

Encontramos em muitas das vocalizações e refrões com que o vocalista e baixista Manuel Molarinho se exprime, claras sugestões que nos remetem para uns Heróis do Mar ou uma Ana Deus, uns Repórter Estrábico ou até a um mais recente Vaiapraia, entre outras. Mas também há nas suas letras uma muito bem estruturada análise do quotidiano numa perspetiva de angústia adolescente, com uma escrita simples, profunda e certeira, dentro de uma construção programática algo surrealista e panfletária da realidade, mas que jamais se desliga da intenção primeira de nos transmitir mensagens e sentimentos inspirados e universais, tal como se fossemos docemente picados por uma abelha. Tudo isto de forma muito direta, através de um canto muito cristalino para que todos entendam o que nos estão a transmitir.

Finalmente, operam num “melting pot” de influências musicais, que vão desde o punk à new-wave, ao hard-rock, ao stoner, ao doom, ao psicadélico… e a lista fica um pouco para o infindável, mas que são todas elas executadas de uma forma pop, objetiva e com um som muito próprio. Não há nesse sentido, muitos excessos ou devaneios instrumentais desnecessários; só concorre o estritamente necessário para edificar boas canções de cariz pop, com um som que é pesado, mas não o suficiente para os classificar como banda ostensivamente pesada. Existe também uma alegria, mesmo que ácida e algo insana, que emana dos seus temas e que os localiza numa palete de cores suficientemente afastada do negro e do obscuro, ou de um underground mais profundo e rígido. E neste aspeto também marcam diferenças.

Em concerto, Manuel Molarinho e Ricardo Cabral (baterista), demonstraram ser excelentes músicos, daqueles que conseguem simplificar onde outros só complicam para exibir competências vãs. O dueto surpreende muito agradavelmente pela forma natural como faz soar as suas canções ao vivo, mas acima de tudo pelas excelentes e muito bem definidas linhas de baixo, que são de assinalável destaque. O tema mais famoso dos Baleia (Quero ser um Ecrã), é o melhor exemplo do que refiro: uma das melhores linhas de baixo de que me lembro de escutar nos últimos anos: simplesmente brilhante! Mas há muitas mais, para além dessa.

Estes Baleias são uma boa banda ao vivo; cumprem na perfeição o que as suas canções exigem, num registo muito empático e amistoso com o público. Acho difícil não se gostar deles, a menos que se deteste o seu repertório à partida. Percebe-se que é grupo que tem mais alguma coisa do que muitos outros; que não é mais um do “monte”, mesmo que isso nem sempre seja possível de ser descrito por palavras.

Os dois músicos interpretaram todos os temas do seu álbum Baleia, Baleia, Baleia conjuntamente com a versão de Adultério na Igreja, de Daniel Catarino e a versão dos Mão Morta, Cão de Morte, que foram introduzidas lá pelo meio. Foi um bom espetáculo este a que assisti, e com o palco mais bem iluminado e melhor decorado que presenciei até à data no Woodstock 69, e não só. No final da atuação não houve direito a um desejado encore, algo que acho que era bem merecido, tanto para o público como para a banda.

Resumindo: estes Baleias proporcionaram uma excelente noite de sexta a quem se deslocou ao seu concerto. Foi coisa boa, e por isso, aconselhável!

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