Good morning with Srinivas our Middle of the Week son taken from Songs Of Resistance 1942 – 2018 Marc Ribot‘s upcoming album. Have a nice day.
Good morning with Srinivas our Middle of the Week son taken from Songs Of Resistance 1942 – 2018 Marc Ribot‘s upcoming album. Have a nice day.
EXTRA! Jazz em Agosto 2018 #14 for Slow Is Possible.
EXTRA! Jazz em Agosto 2018 #13 for John Medeski Trio.
EXTRA! Jazz em Agosto 2018 #12 for Kris Davis Quartet.
Hi with Suburban Lights from Ross Khmilp’s Suburban Lights album. Have a nice afternoon.
EXTRA! Jazz em Agosto 2018 #11 Robert Dick (double bass flute).
EXTRA! Jazz em Agosto 2018 #10 for Simulacrum – John Medeski (Hammond), Matt Hollenberg (guitar), Kenny Grohowski (drums).
EXTRA! Jazz em Agosto 2018 #9 for Asmodeus – Marc Ribot (guitar), Trevor Dunn (double bass), Kenny Grohowski (drums).


Há uma perfeita e rara conjugação entre o baixo e bateria, em que todos os espaços possíveis são bem preenchidos por ambos os instrumentos. O grupo tem em Chaka um baterista com um trabalho ritmicamente fantástico e exemplar (dos melhores que tenho ouvido nos últimos anos ao vivo), o que contribuí decididamente em muito para a magia e a diferença que evidenciam em relação ao resto das outras bandas do género. E obviamente, em relação ao Pedro Martelo, o vocalista e baixista do duo, há muito pouco a comentar, já que é um dos novos valores emergentes dentro do panorama musical nacional da atualidade, reconhecido em diferentes quadrantes musicais.
Foi a terceira vez que vi os Greengo no Porto (também as três vezes em que se apresentaram ao vivo na Invicta) e sempre os considerei uma banda que toca muito alto, bem mais alto que outras bandas. Desta vez o som estava mais do que excelente; os Greengo tocaram muito alto como sempre, mas sem magoar os meus tímpanos. O som estava refinadamente alto e muito agradável. Foi fantástico e memorável. Venha o próximo.
Aos Greengo, seguiram-se os escoceses The Cosmic Dead, a banda onde recaíam todas as atenções do cartaz. O som do grupo é essencialmente uma clonagem atualizada dos Hawkind para os dias de hoje. Fortemente psicadélicos, a deixarem sempre perceber o seu lado de improvisação free, muito por conta dos devaneios do seu teclista e da forma interessante como usa a slide guitar havaina com as teclas, o som é quase sempre dentro de um registo de caos organizado. A banda ao vivo é inegavelmente pesada, embora considere que o seu baterista está mais para a leveza do jazz do que para a brutalidade do som distorcido que o coletivo pratica. Isto para dizer que identifiquei muitos momentos dos seus temas em que se pedia algumas batidas mais imaginativas e não tão quadradas e de constantes “pratadas” nos crashes e nos rides.
Sinceramente achei o concerto dos The Cosmic Dead entre o chato e o surpreendente, houve lugar para vários estados de espírito. Tal qual uma viagem atribulada, entre uma estrada nacional com muitos buracos e uma autoestrada perfeita. O quarteto de Glasgow oferece durante o seu espetáculo uma viagem psicadélica sempre a uma quase só velocidade, usando essencialmente sempre as mesmas fórmulas, o que fica, a momentos, algo repetitivo e monótono. Nos dois últimos temas da noite a banda excede-se e entra em modo alucinante, partindo a loiça toda e transmutando-se para um final épico que ficará na memória de todos os presentes. Simplesmente demolidor e anárquico, como podem concluir no visionamento do presente vídeo. Vinte e cinco minutos neste registo de pura alucinação, e que, para mim, salvaram todo um concerto, que estava a achar uma seca. Pergunto-me porque é que não entraram assim ao final do segundo ou terceiro tema e até ao final. Teria sido fantástico.
